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Exigências a Formação Agrária
Formação Moderna - factor de sucesso no espaço rural
Carta Europeia da Formação Agrícola
Formação é a Base
Os Princípios da Carta para o Desenvolvimento da Formação Agrícola Europeia
National EUROPEA - Organisations

   

Exigências a Formação Agrária

 

Hoje em dia, quando falamos de formação e aperfeiçoamento, entendemos por tal um conceito que começa pela instrução básica formal, que continua através de uma formação especial, desaguando, por fim, num processo que acompanha toda a vida. No entanto, continua a dizer-se e a existir a falsa e conhecida concepção de que é na juventude que se aprende o essencial para toda a vida. Com tudo, e ao contrário do que essa teoria defende, o aspecto de “aprendizagem que acompanha toda a vida” tem particular importância, uma vez que apenas este aspecto permite alcançar um desenvolvimento tecnológico e social. Por esta razão, para a Comissão Europeia- e não me refiro aqui apenas á área da agricultura e do desenvolvimento regional- a formação e o aperfeiçoamento constituem uma tarefa transversal que se reencontra em muitas áreas políticas, em especial, naquelas que se encarregam da criação e do crescimento de emprego e, consequentemente, a segurança dos princípios materiais da vida humana. Permitam-me referir os objectivos para a área agrícola e desenvolvimento rural com uma citação das conclusões da cimeira dos chefes de estado e de governo no Luxemburgo em 1997:

“A União pretende continuar a desenvolver o actual modelo agrícola, reunindo todos os esforços com vista a melhorar a concorrência interna e externa. A agricultura europeia tem de ser uma agricultura multifuncional, eficaz e competitiva, abrangendo todo o espaço da união, inclusivamente as regiões com problemas específicos. O processo de reforma iniciado em 1992 tem que ser continuado, aprofundado, adaptado e completado, abarcando também os produtos mediterrânicos”.

As novas tecnologias de comunicação são da maior importância para os espaços rurais da Europa, uma vez que permitem superar as distancias, aproximando, assim, as periferias dos espaços centrais. No entanto, estas não são as únicas alterações que os nossos sistemas de formação de aperfeiçoamento exigem.

Para permanecer na esfera global, pensemos na abertura dos mercados, que abriga múltiplas oportunidades, e em conseguir manter as vendas em segmentos de mercados importantes através de um Marketing inteligente dos produtos agrícolas e ainda em conquistar novos mercados.

Mas as novas exigências nos métodos de produção como, por exemplo, níveis de qualidade, atenção redobrada á protecção do ambiente ou ao aspectos de saúde, exigem igualmente uma expansão e inovação permanente de conhecimento de todos os intervenientes.

O aperfeiçoamento e a venda de produtos agrícolas já não são, actualmente, assuntos apenas do foro da indústria transformadora ou do comércio. O facto de os aspectos do aperfeiçoamento e da venda recaírem agora mais nos produtores implica também os respectivos conhecimentos.

Por fim, a diversificação das fontes de rendimento para garantir um nível de vida adequado dentro do espaço rural exige um aumento dos conhecimentos e das capacidades.

Em ambos os domínios mencionados em ultimo, trata-se também muitas vezes de reaprender capacidades que ao longo do tempo se perderam. Ou seja, reaprender métodos tradicionais de produção e de aperfeiçoamento, assim como fazer renascer tradições populares e artesanais.

Uma boa formação e um aperfeiçoamento continuo são, por essa razão, condições determinantes para superar os novos desafios, de modo a poder entende-los como uma oportunidade e não como uma ameaça.

Bruxelas, Março de 1999

 

   
 

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